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sábado, 3 de abril de 2010

HITLER, O PAGODEIRO

ZIQUIZIRA DE AMOR

Um amor como o seu, assim anêmico
Não é algo que eu ache agradável
Pois me faz lembrar do papel higiênico
Que também é biodegradável

A paixão, quando começa, até que é boa
Nos outros, porque na gente é um saco
Legal é sacanear outra pessoa
Dizendo que o apaixonado é um fraco

Para quem gosta de amor, eu recomendo
Consumir fotonovela italiana
Pois, enquanto a gente fica lendo
Os amores do Paolo com a Giovanna
Vai muito lentamente se esquecendo
Da monótona paixão cotidiana

Vagando, o amante efeminado
Chorando, baba a sua dor boiola
Na mesa de um boteco araqueado
Tomando o seu porre de Coca-Cola

Ó tu, ser humano, ínfimo pentelho
Perdido num universo depilado
Será que, em casa, não tens um espelho
Que mostre esses teus chifres de viado?

Tantas paixões queimando dia-a-dia
Gastando o tempo da humanidade
Enquanto que a frieza e a apatia
São os únicos sentimentos de verdade


ADOLF HITLER

sábado, 6 de março de 2010

HITLER, O PAGODEIRO

FLAGRADO NA SURUBA

Eu sei que não tenho mais
Nem um pingo de moral
Depois que você me flagrou
Nu naquela bacanal

Mas pode acreditar
Que eu sou inocente
Era só uma reunião
Na casa de um cliente

Pensei que não fosse mais
Do que uma festa animada
De início, nem reparei
Em toda a gente pelada

Quando você me encontrou
Eu já estava de saída
E aquela loura peituda...
Nunca vi na minha vida!

Sou um homem de família
Um cidadão de respeito
Os meus valores morais
Não troco por qualquer peito

Agora, quando um cliente
Me chamar para uma festa
Vou procurar saber antes
Se é com gente que presta

Esse bando de devassos
Me deixou cheio de espanto
Surubas por todo lado
Trepadas por todo canto

É a decadência romana
Gente sem religião
Com bundas de maçaneta
Nas quais todos põem a mão

Não tenho nada com isso
Pelo menos é o que eu acho
Pois não deu pra ver direito
Porque eu estava por baixo


ADOLF HITLER

domingo, 3 de janeiro de 2010

HITLER, O PAGODEIRO


Dando continuidade à divulgação da obra musical de Adolf Hitler, apresentamos mais um dos seus pagodes românticos:

O CHURRASCO DO AMOR

Na laje eu te encontrei, princesa
Botando uma linguiça sobre a mesa
Depois, provei do teu molho campanha
Me embriaguei com guaraná-champanha
Você pôs o meu coração no espeto
Deixou torrar até ficar bem preto
Num churrasco nasceu nossa paixão
Na minha caipirinha você foi o limão
Jurei, então, que você seria minha
Enquanto saboreava a sua costelinha
O nosso amor começou cheio de conteúdo
Como uma farofinha de miúdo
Quando eu te vi fritando um torresmo
Foi nessa hora, então, que eu gamei mesmo
A mulher que é boa na cozinha
Mesmo quando é feia nunca fica sozinha
Pouco me importa esse colesterol elevado
Se por você eu me sentir amado
É o amor que está me dilatando o coração
E não as gorduras trans de um salsichão
Sei que estou parecendo uma lata de banha
Porque tenho exagerado na picanha
Mas, para mim, o amor é a coisa mais séria
Bem mais do que um entupimento de artéria
No teto de um barraco foi onde eu te encontrei
E lá, com meu prato cheio, até o fim estarei
Por mais que a pressão possa estar alta
Vivo feliz porque carinho não me falta!


ADOLF HITLER

sábado, 19 de dezembro de 2009

HITLER ERA PAGODEIRO!!!

Escavações arqueológicas realizadas nas ruínas do antigo Reichstag acabam de revelar mais uma faceta desconhecida do célebre chanceler e maluco austro-alemão. Antes de tentar dominar o mundo com seus exércitos de autômatos movidos à repolho fermentado, Adolf Hitler planejara conquistar os corações da massa compondo alguns pagodes cheios de suingue e de manemolência (ou seria malevolência?). Infelizmente, o fracasso dessa idéia genial - já que o gênero só viria a fazer sucesso muitas décadas depois, num distante rincão da América do Sul - levou o músico frustrado a desviar a sua sede de maldade para o mundo da política, onde ele andou desafinando. Publicamos agora uma pequena amostra totalmente inédita do material liberado pela equipe de pesquisadores.


FUI CABECEAR E FUREI A BOLA

Quando eu casei com essa nêga
Achei que estava sozinho
Mas ela me deu um drible
Casou também com o vizinho

Com o chaveiro, com o padeiro
Com o gerente da pensão
E até pra manicure
Ela deu a sua mão

Mas que nêga vagabunda
Eu nunca dou mesmo sorte
Ela gosta de tourada
Me põe chifre por esporte

Minha turma da pelada
Não quer mais que eu apareça
Pois furei todas as bolas
Só com um toque de cabeça

Tirei meu time de campo
Nesse jogo, e é sem retorno
Achava que era o cartola
Mas tava jogando de corno. (bis)


ADOLF HITLER