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terça-feira, 2 de março de 2010

SABEDORIAS DA OLIVINHA (EDIÇÃO ESPECIAL)

Colaboração muito restrita e insignificante: Ira Lewis

"A diferença entre um cão e um gato - O cão pensa: "Eles me alimentam, eles me protegem, eles devem ser deuses!". O gato pensa: "Eles me alimentam, eles me protegem, eu devo ser um deus!"

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

AS SABEDORIAS DA OLIVINHA


Convidado especial: Friedrich Nietzsche

Quanto mais espírito, mais sofrimento... Quanto mais estupidez, maior bem-estar.

Não se deve chamar uma coisa de boa nem um dia a mais do que nos parece, mas tampouco nem um dia a menos.

O desejo incessante de criar é vulgar e demonstra inveja, ciúme e ambição. Quando se é algo, não há realmente necessidade de fazer nada, e, apesar disso, se faz muito. Acima dos homens produtivos existe ainda uma espécie superior.

A forma mais habitual do saber carece de consciência. A consciência é o saber de um saber.

O mendigo está longe de experimentar a sua miséria com tanta intensidade como finge senti-la, quando quer viver da mendicância.

Como é difícil viver quando sentimos sobre nós, e contra nós, o juízo de milhares de anos!

Vossa honra não será constituída pela vossa origem, mas pelo vosso fim.

O fato de que nos encontremos tão à vontade em plena natureza provém de que ela não tem nenhuma opinião sobre nós.

Existe um meio de transformar em ouro, aos olhos de todo mundo, um dever de aço, e é cumprir sempre mais do que se promete.

Nosso saber é a forma mais débil de nossa vida instintiva; por isso, ele é tão impotente contra os instintos poderosos.

O pensamento do suicídio é um consolo poderoso. Ajuda a passar bem mais de uma noite ruim.

O cristianismo, como grande movimento popular do Império Romano, é a entronização dos piores, dos incultos, dos oprimidos, dos enfermos, dos extraviados, dos pobres, dos escravos, das velhas e dos covardes; em suma, de todos aqueles que têm motivos para suicidar-se mas carecem de valor para fazê-lo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

AS SABEDORIAS DA OLIVINHA


Participação afetiva: Friedrich Nietzsche

Lutero disse que Deus não subsistiria sem homens sensatos, mas se esqueceu de dizer que ele poderia fazê-lo menos ainda sem os insensatos.

Nossos ouvidos estão abertos unicamente para as perguntas para as quais podemos encontrar respostas.

A solidão absoluta me parece cada vez mais a minha fórmula essencial, minha paixão fundamental. Cabe a nós provocar este estado, no seio do qual criamos nossas mais belas obras, e é preciso saber sacrificar a isso muitas coisas.

Me parece que, para os animais, o homem é um dos seus que perdeu o sentido da existência de uma forma perigosa. Eles o vêem como um excêntrico que ri, que chora e que se consagra à desdita.

Detesto os costumes duradouros. O fato de que uma circunstância se torne algo permanente me faz sentir como se um tirano se aproximasse de mim ou como se a atmosfera ficasse envenenada.

Chamo o meu sofrimento de “cachorro”. É fiel, inoportuno, desavergonhado, gracioso e inteligente como esse animal, e posso discutir com ele e descontar nele o meu mau-humor, tal como os demais fazem com um cachorro verdadeiro, com os seus empregados ou com a sua mulher.

Evidentemente, a minha cabeça não está bem colocada sobre os meus ombros, já que todos sabem melhor do que eu aquilo que eu devo fazer. Talvez sejamos todos como estátuas nas quais foram postas cabeças alheias. E não digo isso para ti, meu próximo, que és uma exceção.

O segredo para ter uma existência fecunda e feliz está em viver perigosamente.

Alguém é verdadeiramente livre quando deixa de sentir vergonha de si mesmo.

Nos encontramos dentro de uma prisão; a única coisa que podemos fazer é crer que estamos livres.

O homem religioso é uma exceção dentro da religião.

A fé nunca pôde remover montanhas, como vulgarmente se afirma. Pelo contrário, ela é capaz de colocar montanhas aonde elas não existem.