Iniciamos aqui nossa luta em defesa da criação do ESTATUTO DA CRIANÇA ESCRAVA, a fim de proporcionar às milhões de crianças escravas da África, da Ásia e da América Latina melhores condições de trabalho e uma maior produtividade.
É óbvio que, como seres humanos normais, nós gostamos muito de comprar produtos bem baratos, mesmo que sejam imitações fajutas ou quinquilharias descartáveis. Para nós, uma das supremas alegrias da vida é pechinchar na loja de 1,99.
Porém, não podemos nos esquecer de que esses produtos vagabundos só podem custar uma ninharia - mesmo sendo importados lá dos quintos dos infernos - porque são fabricados por gente que não recebe nada (ou quase nada) para fazer isso. Muitas vezes, aquele tênis Reboque de R$ 40 ou o legítimo Roléquis de R$ 20 são fruto do trabalho escravo, especialmente de crianças.
É mais do que justo que, nesse contexto, não fiquemos de braços cruzados diante dos abusos e cuidemos de proteger ao máximo essas crianças que são, em última análise, o futuro da humanidade. Desde já, devemos exigir da ONU, do ilustríssimo presidente Lula e das demais autoridades competentes que os direitos dessas crianças sejam respeitados.
Com esse objetivo, lançamos uma proposta tão simples quanto radical; três pontos que, se aceitos e aplicados, reduzirão drasticamente o drama do trabalho compulsório infantil (mais conhecido como "escravidão"):
Nenhuma criança escrava deve trabalhar mais do que 16 horas por dia
Os espancamentos das crianças escravas devem levar em conta o seu peso e altura
Nenhuma criança escrava deve ser vendida sem nota fiscal